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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Prova de Proficiência em Japonês - 日本語能力試験

Quem estuda japonês há um tempo já deve ter escutado sobre o famoso nouryoku shiken, ou a prova de proficiência. Dividida em 5 níveis, esta prova atesta o nível de conhecimento em língua japonesa do candidato.
No Japão, a prova acontece duas vezes por ano, diferentemente dos locais em volta do mundo - onde a prova só pode ser feita em dezembro. Cada prova é feita onde há uma embaixada ou consulado do Japão. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, nosso consulado abrange o estado fluminense e também Minas Gerais e Espírito Santo. Ou seja, os estudantes de lá devem vir ao Rio para fazer a prova.

A prova se divide em 3 partes principais: conhecimentos gramaticais, exercícios de áudio e leitura. Toda a prova é de múltipla escolha, o que não requer que o aluno escreva ou fale em nenhum momento: não há prova oral. O que há com ligação de áudio é o trecho de choukai, exercício auditivo. Em cada sala da prova há um rádio com CD que toca as questões e o aluno escolhe a opção correta.

Os 5 níveis vão do N5 ao N1, do mais fácil para o mais difícil. O N5, nível mais simples, requer que o estudante saiba cerca de 80 ideogramas, pois uma lista dessa variedade pode cair nos exercícios apresentados. Ao passo que o nível mais complexo, N1, obriga o aprendiz a saber todos os ideogramas usados no dia a dia japonês (2136, no total).

Aqueles que desejam tentar a prova, basta irem ao consulado ou embaixada de sua região (uma procura no site da embaixada japonesa no Brasil, que fica em Brasília, pode ajudar para descobrir onde fica cada consulado).

No site oficial do concurso há informações e inglês e também arquivos de exemplos da prova para o estudante conhecê-la. http://www.jlpt.jp/e/samples/forlearners.html


Além de ser um ótimo estímulo para evoluir em seus estudos de japonês, o nouryoku shiken também é necessário para determinados empregos em empresas japonesas. Ele é o divisor de águas para trabalhadores ou estudantes estrangeiros que queiram se aventurar em uma empresa japonesa, seja no Japão ou fora dele. São poucas as empresas que não requisitam o resultado dessa prova. Por isso, se você deseja aprender sempre mais, atestar seu estudo ou trabalhar em uma empresa japonesa, inscreva-se para o próximo nouryoku shiken!

domingo, 2 de maio de 2010

Remembering the Kanji - Estude os ideogramas chineses

O título está correto: os ideogramas utilizados na escrita do idioma japonês tem origem na China. Desde a época da invasão japonesa ao país vizinho, várias coisas como comidas, religiões e até mesmo os ideogramas foram levadas ao país nipônico.

Existem muitos materiais que prometem ensinar os ideogramas (ou 漢字 kanji, em japonês). Um deles é o que vamos abordar aqui: Remembering the Kanji.

O livro, escrito por James W. Heisig, tenta explicar os ideogramas através da sua característica mais marcante: os desenhos. Sem se preocupar com os sons de cada kanji ou mesmo com pedaços deles que possam indicar um som, o autor se fixa na explicação das formas e como reter cada uma delas no cérebro.

Para isso, Heisig criou um sistema de "primitivos". Primitivos são pedacinhos dos ideogramas, como se fosse uma espécie de radical, feitos para ajudar a se chegar ao significado de cada um desses ideogramas. Por exemplo, se um kanji tem um primitivo de "água", o estudante saberá que o significado do mesmo tem a ver com água - talvez "praia", "rio" etc.

O livro é dividido em 56 lições. São abordados os ideogramas básicos do dia a dia japonês - lista chamada de 常用漢字 Jouyou Kanji. Além destes, são ensinados outros kanji mais raros.

Não existem exercícios no livro. O aprendizado é feito através da leitura e memorização de pequenas histórias relacionadas à forma de cada ideograma. Cada kanji é remetido a apenas uma palavra-chave, tradução, significado, como quiser chamar. Em certa parte do livro, o aprendiz começa a criar suas próprias histórias, mas novos primitivos são apresentados até o final.

Para ajudar na memorização dos ideogramas existentes no Remembering the Kanji, foi criado o site Reviewing the Kanji. Aqueles que já leram o artigo sobre o Anki aqui no blog verão que o sistema é bem parecido: um deque de flashcards é feito com os ideogramas do livro e o aprendiz é testado para ver se lembra o significado dos mesmos. Se lembrar, escolhe entre as opções "fácil" ou "sim", senão escolhe a opção "não". Se escolher a opção de que não lembra, o cartão daquele ideograma volta ao deque de estudos e a pessoa pode ler novamente a história que explica a formação daquele kanji. Além disso, é possível escrever a sua própria história do ideograma no site ou ler as histórias de outros usuários.

 Página de revisão de ideogramas no site Reviewing the Kanji.

O interessante do site Reviewing the Kanji é que ele apresenta uma página com gráficos mostrando quantos ideogramas o aprendiz já estudou, quantos já revisou, quantos precisa estudar novamente e quantos precisa revisar. Depois de um tempo, todos os ideogramas já revisados expiram e é necessário revisar novamente. Aí é que fica a chave do sistema. Existe, ainda, um fórum que trata de diversos tópicos relacionados ao idioma japonês, cultura do país, empregos e estudos, bem como dos livros em si etc.

A única ressalva é que tanto o livro quanto o site estão em inglês, então quem não domina um pouco do idioma talvez se sinta perdido. Mas a linguagem é bem simples e fácil de entender. O que talvez dificulte são algumas palavras-chave, significados dos ideogramas no livro. Mas nada que um bom dicionário não resolva.

O cadastro e a utilização do site são gratuitos, mas o livro Remembering the Kanji deve ser comprado para que se possa usá-lo. Interessados, podem comprar em sites internacionais como Amazon (clique aqui para ver o link da compra).

Existem outros volumes do livro voltados para as leituras dos ideogramas e também para a memorização dos kana (silabários do idioma japonês). Além deles, existe também um voltado para os ideogramas utilizados hoje em dia no mandarim. Estes eu nunca tive contato, mas fica aqui a dica.

Para finalizar, segue abaixo o link para o review do livro na Wikipedia (em inglês):
http://en.wikipedia.org/wiki/Remembering_the_Kanji